Era uma vez três porquinhos que moravam com a mãe em uma pequena casa no campo. Eles eram felizes, mas já estavam crescidos e a mamãe porca decidiu que era hora de cada um aprender a viver por conta própria. Antes de partir, ela reuniu os filhos e disse com carinho: “Meus filhos, construam casas fortes e seguras, pois o lobo mau vive por perto e pode tentar enganá-los.
Trabalhem com cuidado, porque a pressa pode trazer problemas depois”. Os três porquinhos prometeram ouvir o conselho da mãe, mas cada um tinha seu próprio jeito de pensar.
O primeiro porquinho era preguiçoso e queria terminar tudo rápido para poder brincar. Ele olhou ao redor e viu um monte de palha. Achou que seria fácil e divertido construir sua casa com aquele material. Em pouco tempo, ergueu quatro paredes e um telhado.
Satisfeito, entrou e disse para si mesmo: “Agora posso descansar, minha casa está pronta e não precisei de muito esforço”.
O segundo porquinho era um pouco mais cuidadoso, mas também não queria perder muito tempo. Decidiu usar madeira, pois parecia mais firme que a palha, mas ainda assim era rápida de montar. Martelou, pregou tábuas e em poucas horas a casinha estava de pé. Ele ficou orgulhoso e pensou: “Minha casa é melhor que a do meu irmão, vai me proteger bem”.
O terceiro porquinho, por outro lado, era paciente e dedicado. Ele lembrava bem do aviso da mãe e sabia que o lobo poderia aparecer a qualquer momento. Então, foi buscar tijolos, argamassa e trabalhou sem pressa.
Levou dias para terminar a construção, mas quando acabou, tinha uma casa sólida, com paredes grossas e janelas firmes. Exausto, mas feliz, disse em voz alta: “Valeu a pena cada minuto, aqui estarei seguro”.
Não demorou para o lobo aparecer na floresta. Ele estava faminto e farejou o cheiro dos porquinhos. Primeiro chegou à casa de palha. Bateu na porta e disse com voz grossa: “Porquinho, porquinho, me deixe entrar!”. O porquinho respondeu apavorado: “Não, de jeito nenhum!”.
O lobo sorriu maliciosamente e falou: “Então eu vou assoprar, vou bufar e sua casa vou derrubar!”. Soprou tão forte que a palha voou pelo ar, e a casa desmoronou em segundos. O porquinho correu desesperado para a casa do irmão.
O lobo seguiu o rastro e logo chegou à casa de madeira. Bateu à porta e gritou: “Porquinhos, porquinhos, me deixem entrar!”. Os dois irmãos responderam juntos: “Não, não vamos deixar!”. Então o lobo ameaçou: “Então eu vou assoprar, vou bufar e a casa vou derrubar!”. Ele encheu os pulmões e soprou com força. A casa balançou, rangeu e, com o segundo sopro, caiu em pedaços.
Os dois porquinhos fugiram o mais rápido que puderam, correndo até a casa do irmão mais velho.
Quando entraram, contaram ao terceiro porquinho o que havia acontecido. Ele abriu a porta e os acolheu com calma. Logo depois, o lobo chegou e começou sua ameaça. “Porquinhos, abram já a porta!”. Mas os três responderam em coro: “Nunca vamos abrir!”. O lobo respirou fundo, soprou uma, duas, três vezes, mas nada aconteceu. A casa de tijolos continuava firme, sem nem se abalar.
O lobo ficou furioso. Decidiu então subir pelo telhado e entrar pela chaminé. O porquinho mais velho, que era muito esperto, colocou uma panela de água fervendo no fogo bem debaixo da saída da chaminé.
Quando o lobo desceu, caiu direto dentro da panela e deu um grito tão alto que correu para longe, queimado e envergonhado. Nunca mais voltou a incomodar os três porquinhos.
A partir daquele dia, os irmãos aprenderam a lição: a pressa pode parecer boa no início, mas só o esforço, a paciência e o cuidado garantem segurança de verdade.